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ARTIGOS EM PERIÓDICOS

Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano Professor Ricardo Oliveira (LEMAPE): da ideia à implementação

Isaac Emmanuel da Silva

Cristiane de Arimatéa Rocha

Esse artigo visa apresentar uma linha do tempo do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano - Professor Ricardo Oliveira (LEMAPE), detalhando sua criação, desenvolvimento e as repercussões no ensino, pesquisa e extensão. Nessa perspectiva, foi realizada uma pesquisa documental em diferentes registros: atas de reunião de colegiado do curso, e-mails, documentos de projetos para recursos, projetos de extensão e pesquisa, posts, vídeos e reels em Redes Sociais, para historicizar os quase doze anos do LEMAPE. A pesquisa verificou que a trajetória apresentada destaca o comprometimento institucional com a valorização da docência em Matemática do laboratório, consolidando-se como um espaço de articulação entre teoria e prática no agreste pernambucano. Desde sua criação, o laboratório tem investido em planejamento estratégico, captação de recursos e desenvolvimento de projetos de extensão, oferecendo oficinas e minicursos que aproximam os licenciandos da realidade escolar. A homenagem ao professor Ricardo Oliveira reafirma o compromisso do LEMAPE com a valorização docente, inspirando futuras gerações. Além disso, as Redes Sociais desempenham um papel essencial na divulgação de suas atividades, fortalecendo sua identidade e ampliando seu alcance, reafirmando o compromisso com a inovação, a cultura e a popularização da matemática e trilhando um caminho para contribuir com ações que desenvolvam a formação inicial e continuada de professores que ensinam Matemática.

Jogo da Onça e Saberes Indígenas: uma abordagem etnomatemática no ensino médio

Mariana Borges

Ivanilson Cunha

Cristiane de Arimatéa Rocha

Desde 2008, a legislação brasileira reconhece a necessidade do debate dos saberes culturais indígenas nas escolas de ensino fundamental e médio, no entanto, mais momentos formativos devem ser realizados para que a lei seja uma realidade. Nessa perspectiva, para auxiliar professores de Matemática a inserir essa discussão em sala de aula, a Etnomatemática desempenha um papel essencial para a proposição de abordagens nessa direção. Tendo em vista o projeto de extensão LEMAPE na Estrada, desenvolvido no Laboratório de Ensino de Matemática no Agreste Pernambucano (LEMAPE), foram organizadas oficinas para favorecer esse debate em diferentes escolas da região. Nesse ínterim, o presente trabalho tem por objetivo relatar uma abordagem etnomatemática desenvolvida com o jogo da onça na qual participaram estudantes do ensino médio. O processo metodológico foi desenvolvido na Escola de Referência em Ensino Médio Cônego Alexandre Cavalcanti, tendo início com a criação da oficina “Revisitando raízes indígenas, africanas e asiáticas por meio de jogos: um olhar sobre o pensamento matemático”, paralelamente à elaboração de tabuleiros do Jogo da Onça com o intuito de os estudantes jogarem no decorrer da oficina. Discussões sobre as estratégias mais indicadas em diferentes momen tos da oficina foram realizadas. Também foi elaborado um questionário para avaliar como os estudantes perceberam o jogo e sua relação com a Etnomatemática. Verificou-se que esses estudantes não têm muita afinidade com a Matemática, porém a aprendizagem por meio de jogos mostrou-se benéfica para eles, proporcionando uma abordagem diferenciada do ensino tradicional. Conclui-se que a aprendizagem matemática por meio de jogos que trazem aspectos culturais possibilita uma abordagem etnomatemática, além de tornar a Matemática atrativa. Dessa maneira, a abordagem com o Jogo da Onça não só constrói saberes matemáticos, mas também o conhecimento de diferentes culturas, resultando um ambiente onde se unem positivamente a Etnomatemática num rico processo de aprendizagem. Ou seja, o projeto de extensão “LEMAPE na estrada” proporciona a disseminação de práticas educacionais inovadoras, promovendo um ensino abrangente e culturalmente diversificado nas escolas da região.

Explorando conceitos matemáticos sob diferentes perspectivas: uma abordagem da cultura africana por meio de intervenção gamificada com estudantes do ensino médio

Elisson Bezerra Nascimento

Rayanne Débora Silva Lima

José Ivanildo Felisberto de Carvalho

A atual conjuntura da Educação brasileira demonstra uma certa insatisfação com os baixos índices de rendimento dos estudantes na disciplina de Matemática. Tendo em vista esse cenário, novas propostas têm surgido no âmbito da educação matemática para tornar o seu ensino mais eficaz. Na literatura é possível encontrar estudos sobre diversos jogos africanos de tabuleiros e as possibilidades para a abordagem na sala de aula de matemática. A presente pesquisa tem por objetivo relatar a experiência vivenciada em uma das ações do Laboratório de Ensino de Matemática do agreste pernambucano (LEMAPE), na qual aplicamos uma oficina temática com o jogo africano Shisima para duas turmas do Ensino Médio de uma escola pública da rede estadual de Pernambuco. Por meio da abordagem gamificada, estabelecemos relações entre o tabuleiro do jogo e conteúdos de geometria plana, mais precisamente o conceito de polígonos. Como resultados, foi possível perceber a importância do Laboratório de Ensino de Matemática para a qualificação dos licenciandos que nele atuam. Nesse sentido, a partir dessa vivência, o futuro docente adquire um conhecimento mais imersivo sobre a Etnomatemática, além de exercitar o planejamento de práticas lúdicas e dinâmicas para abordá-la em sala de aula. Ademais, destacamos que a oficina com perspectiva etnocentrada contribuiu para a aprendizagem dos estudantes ao propor uma atividade que contempla a realidade destes, pela abordagem da cultura africana contextualizada a partir do jogo Shisima. Por fim, não podemos deixar de lado a contribuição dessa ação para o combate ao racismo estrutural no ambiente escolar, ao empoderar alunos negros por meio da valorização da produção de conhecimento pela óptica da sabedoria dos povos africanos.

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