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RESUMOS E COMUNICAÇÕES

Nos bastidores dos jogos: meu percurso como monitor líder do LEMAPE

Isaac Emmanuel da Silva

Este relato de experiência apresenta a trajetória do primeiro monitor lider do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano - Professor Ricardo Oliveira (LEMAPE), vinculado ao curso de Matemática-Licenciatura do Campus Acadêmico do Agreste (CAA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O objetivo do trabalho é descrever as ações realizadas, os desafios enfrentados e as aprendizagens construidas no exercício da liderança, contribuindo para a formação docente e para a consolidação do LEMAPE como espaço formativo e extensionista. 0 texto é resultado de uma narrativa pessoal e reflexiva, baseada em vivências diretas em projetos de extensão, organização de eventos, gestão de equipe e fortalecimento da presença digital do laboratório. As experiências incluem a reestruturação das Redes Sociais, a criação de protocolos e materiais para organização interna, a condução de eventos institucionais como ENEXC e ExpoUFPE, a mediação de conflitos e a criação de estratégias de engajamento e comunicação com a equipe e com a comunidade externa. Entre os resultados alcançados destacam-se o aumento da visibilidade institucional do LEMAPE, a ampliação de sua atuação extensionista a sistematização de processos organizacionais e o fortalecimento da relação universidade-escola-comunidade. As reflexões evidenciam como a prática extensionista e a liderança em um laboratório de ensino impactam a formação docente, a identidade profissional e as competências interpessoais do autor.

Entre jogos, saberes e culturas: um relato das experiências como monitora do laboratório de ensino de matemática do agreste pernambucano

Emilly Michele da Silva

O presente relato de experiência apresenta vivências e reflexões sobre a monitoria desenvolvida no Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE), durante o período de março à junho de 2025. O LEMAPE se configura como um espaço formativo que articula pesquisa, ensino e extensão em Educação Matemática, unindo diferentes áreas do conhecimento. A monitoria no laboratório possibilitou a vivência de diversas práticas pedagógicas que unem cultura, tradição e matemática, com destaque para o potencial dos jogos como recurso para uma aprendizagem significativa e para a valorização de saberes e culturas diversas. Ao longo do relato, concretiza-se o objetivo de relatar como as experiências vivenciadas no LEMAPE têm mobilizado diferentes conhecimentos e aprendizagens na formação inicial dos monitores, especialmente enquanto graduanda em Licenciatura em Pedagogia, destacando a construção coletiva de saberes, a socialização dos conhecimentos e a colaboração entre monitores, professores e estudantes. Assim, destaca-se a importância dos laboratórios de ensino como ambientes que promovem múltiplas aprendizagens e, mais especificamente, do papel do LEMAPE na formação docente e no fortalecimento de uma Educação Matemática contextualizada e significativa

A monitoria no LEMAPE e seu impacto na trajetória acadêmica dos licenciandos em matemática: um estudo sobre afetividade

Elisson Bezerra Nascimento
Mariana Moura Borges
Dâmili Maiara Da Silva Batista
Cristiane de Arimatéa Rocha

O presente estudo tem como objetivo analisar como a monitoria no Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) impacta a formação dos licenciandos em Matemática, especialmente na construção da afetividade e no fortalecimento do vínculo com a Universidade. A pesquisa, de caráter qualitativo e descritivo, contou com a participação de 21 monitores, 16 em exercicio e 5 egressos, que responderam a um formulário online com perguntas sobre suas vivências através do laboratório. Os relatos apontam que, antes de ingressarem na monitoria, muitos estudantes tinham uma participação mais restrita à sala de aula, sem maior envolvimento nas atividades acadêmicas. Com a entrada no LEMAPE, entretanto, houve uma mudança significativa: os monitores passaram a se sentir mais ativos e próximos do curso, reconhecendo o laboratório como um espaço de convivência e pertencimento. Além de promover a participação em ações de extensão, o LEMAPE se revelou como um lugar de acolhimento, troca de experiências e construção de vínculos afetivos que contribuem diretamente para a permanência na graduação. Os dados evidenciam que a monitoria no LEMAPE ultrapassa a dimensão técnica de formação, permitindo que os licenciandos evidenciem a docência de forma concreta e coletiva, em diálogo com diferentes sujeitos e contextos educativos. Assim, o laboratório se consolida como um espaço que alia conhecimento e afetividade, tornando a trajetória acadêmica mais significativa e fortalecendo a formação inicial dos futuros professores de matemática.

Investigações matemáticas através do jogo borboleta: um voo pela ancestralidade africana

José Ícaro Silva Neves
Emilly Michele da Silva
Júlia Beatriz Lima Vieira

Este artigo investiga o jogo africano Borboleta como recurso pedagógico no ensino de Matemática, explorando sua origem, história, regras e potencialidades no contexto da Afroetnomatemática Desenvolvido no âmbito do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) e vinculado ao Grupo Aya-Sankofa de Estudos Decoloniais e Afrocentrados em Educação Matemática, o estudo foi realizado a partir de uma abordagem qualitativa, com inspiração na pesquisa-ação, envolvendo uma oficina aplicada com estudantes do 1° ano do Ensino Médio em uma escola pública do município de Bezerros - PE. A proposta buscou analisar os conhecimentos matemáticos mobilizados durante a construção do tabuleiro e as estratégias elaboradas nas partidas, evidenciando conceitos relacionados à Geometria Plana, como simetria, ponto médio, paralelismo e semelhança de figuras, além do desenvolvimento do raciocínio lógico, da antecipação de movimentos e da tomada de decisão. Os resultados indicam que o Borboleta, ao mesmo tempo em que desperta o interesse dos alunos pelo aprendizado, favorece a valorização da ancestralidade africana e contribui para a efetivação da Lei 10.639/03. Conclui-se que o uso de jogos africanos, como o Borboleta, amplia as possibilidades de ensino e aprendizagem, promovendo uma Educação Matemática crítica, lúdica e culturalmente situada.

Estratégias e contribuições acadêmicas, profissionais e pessoais do lemape na formação inicial docente

Higor Lima Oliveira
Mateus Gabriel Miranda Silva
Sara Lais Moura Pereira
Isaac Emmanuel da Silva

Este artigo tem como obietivo analisar as contribuições acadêmicas, profissionais e pessoais do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) na formação inicial de professores, tomando como foco os relatos das experiências de três monitores em 2025. O estudo fundamenta-se em pesquisa de natureza básica, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, desenvolvida a partir da análise documental, as quais não receberam tratamento analítico prévio, de relatórios de experiências. Os dados foram sistematizados em categorias relacionadas às estratégias pedagógicas e às formações acadêmicas, profissionais e pessoais, permitindo compreender os efeitos
formativos da participação no laboratório. Os resultados indicam que, embora os monitores tenham assumido estratégias distintas em suas trajetórias, como a atuação em comissões digitais, investigação de Jogos históricos e culturais e o envolvimento em projetos de pesquisa, todos relataram impactos significativos para sua formação. Entre as contribuições mais evidenciadas, destacam-se a inserção em atividades extensionistas, a ampliação do repertório de jogos para o ensino da Matemática, o desenvolvimento de competências pedagógicas e o fortalecimento de vínculos sociais e afetivos. Conclui-se que o LEMAPE constitui um ecossistema formativo plural, no qual ensino, extensão, pesquisa e cultura se articulam, contribuindo para a construção da identidade docente e para a aproximação entre a universidade, escola e comunidade. Viva o LEMAPE!

Tipologias de laboratórios de ensino de matemática: uma pesquisa no dossiê da revista baiana de educação matemática

Mariana Moura Borges
Cristiane de Arimatéa Rocha
Marília Gabriely Felício Silva

Os Laboratórios de Ensino de Matemática (LEM) se consolidaram como espaços fundamentais para a articulação entre teoria e prática, a inovação pedagógica e a formação inicial e continuada de professores de Matemática. Este trabalho tem como obietivo identificar e analisar os diferentes tipos de LEMs apresentados no Dossiê Temático da Revista Baiana de Educação Matemática, a fim de compreender suas múltiplas funções e contribuições para a construcão de novas culturas matemáticas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, cujo corpus foi composto por 22 artigos do referido dossiê. Após um processo de seleção, 15 trabalhos foram analisados de forma aprofundada e classificados de acordo com a tipologia proposta por Rodrigues (2011), que organiza os laboratórios em três categorias: Laboratórios de Educação Matemática, Laboratórios de Ensino de Matemática ou Sala Ambiente e Laboratórios como Agentes de Formação. Os resultados evidenciaram que os LEMs não se restringem a espaços de armazenamento de materiais, mas se configuram como ambientes dinâmicos de experimentação, extensão, pesquisa e apoio à formação docente. Destaca-se, ainda, a diversidade de práticas, desde ações inclusivas voltadas à democratização do ensino até experiências que fortalecem a autonomia e a prática crítica de licenciandos. Conclui-se que os LEMs desempenham papel essencial na aproximação entre universidade e escola, potencializando aprendizagens significativas, inovadoras e socialmente comprometidas. Assim, os laboratórios se afirmam como ambientes de formação e transformação, capazes de ressignificar o ensino de Matemática e contribuir para a consolidação de novas perspectivas educacionais.

Visitando e divulgando em vídeos o acervo do LEMAPE: uma experiência no BIA

Mariana Mirele da Silva

Thayssa Rayanne Badéga da Silva

Cristiane de Arimatéa Rocha

Sem resumo

Jogos e culturas em movimento: ações e inovadoras do LEMAPE no agreste pernambucano

Isaac Emmanuel da Silva

Elisângela Fernanda Bezerra Vasconcelos

Maria Luiza Souza Silvestre Barbosa

Mariana Moura Borges

Jennyfer Francyelle Nascimento Nunes

Lutero Bandeira Correia

João Teixeira de Paula Neto

Elisson Bezerra Nascimento

Jonas Domingos Sales de Sousa

José Ivanildo Felisberto de Carvalho

Cristiane de Arimatéa Rocha

Sem resumo

Do tabuleiro à sala de aula: o diàlogo entre pesquisa e extensão para a formação de professores no LEMAPE

Mariana Moura Borges

Elisson Bezerra Nascimento

Carlos Roberto da Silva Neto

José Eric Alves de Oliveira

Rayanne Débora Silva Lima

José Ícaro Silva Neves

Josinalva Estacio Menezes

José Ivanildo Felisberto de Carvalho

Cristiane de Arimatéa Rocha

Sem resumo

Fichamento e divulgação de jogos matemáticos existentes no acervo do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano

Hortênsia Kathleen de Lima Silva

Luana Nayara Saraiva da Silva

Pandora Jenyffer Alves dos Santos

Valdir Bezerra dos Santos Júnior

Cristiane de Arimatéa Rocha

O Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE), vinculado ao curso de Licenciatura em Matemática do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (CAA/UFPE), tem realizado desde a sua fundação ações no âmbito do ensino, pesquisa e extensão. O Programa de Bolsas de Incentivo Acadêmico (BIA) oportuniza para os estudantes, em seu primeiro ano de curso, a integração com ações de pesquisa e extensão no âmbito da UFPE. Estas ações, quando interligadas, potencializam o desenvol vimento de novos saberes produzidos pelos atores do laboratório e oportunizam também a divulgação desses saberes com o público-alvo do laboratório, a saber: estudantes da Educação Básica, futuros profes sores e professores que ensinam matemática.

Jogos para o ensino e aprendizagem de matemática: contribuições do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano – LEMAPE

Natan Luiz de Oliveira Carvalho

Almir Germano de Carvalho

Cristiane Arimatéa Rocha

Geraldo Severino dos Santos

José Adeilton Cordeiro de Souza

José Ivanildo Felisberto de Carvalho

Sem resumo

Oficinas de jogos matemáticos africanos: experiências no ensino médio

Elisângela Fernanda Bezerra Vasconcelos

Isaac Emmanuel da Silva

Aurélio Gonçalves de Queiroz Neto

Sem resumo

Uma década de dedicação à matemática: conheça a história e o futuro do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE)

Isaac Emmanuel da Silva

Jennyfer Francyelle Nascimento Nunes

Lutero Bandeira Correia

José Ivanildo Felisberto de Carvalho

Cristiane de Arimatéa Rocha (Orientadora)

Fundado em 16 de abril de 2013, o Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) completa dez anos de existên cia, sendo vinculado ao Núcleo de Formação Docente do Curso de Matemática – Licenciatura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado no Campus Acadêmico do Agreste. O laboratório se caracteriza como um órgão de apoio ao ensino de graduação, pós-gra duação, pesquisa e extensão, mas vai muito além disso. O LEMAPE é conhecido como o coração do curso. Com a missão de aprimorar a qualidade do ensino de matemática, tem sido um centro de excelên cia para a formação de futuros professores de matemática, desem penhando um papel crucial na promoção da educação matemática e na capacitação de profissionais comprometidos com o ensino da disciplina.

Panorama dos Laboratórios de Ensino de Matemática no Nordeste: uma discussão no estado de Pernambuco

Mariana Moura Borges

Marília Gabriely Felício Silva

Cristiane de Arimatéa Rocha

O texto descreve um estudo sobre os Laboratórios de Ensino de Matemática (LEM) no Nordeste brasileiro, com destaque para o estado de Pernambuco. Os LEM são apresentados como espaços essenciais para a aprendizagem matemática, a formação inicial e continuada de professores, e a integração entre pesquisa e prática pedagógica. O estudo mapeou laboratórios em instituições de ensino superior de quatro estados (Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) por meio de redes sociais, páginas oficiais e eventos acadêmicos, identificando 20 laboratórios em 14 municípios. Foram discutidas as tipologias de LEM propostas por Rodrigues (2011), incluindo funções como depósito de materiais, sala de aula experimental, integração tecnológica e espaços para pesquisa e extensão. Em Pernambuco, a maioria dos laboratórios atua como agentes de formação, desenvolvendo projetos de pesquisa e extensão, além de apoiar programas como PIBID e Residência Pedagógica. O trabalho destaca a diversidade de práticas e a importância dos LEM para a melhoria do ensino de matemática e a formação de professores, ressaltando a necessidade de maior divulgação e articulação entre esses espaços. Conclui que o número de LEM na região é provavelmente superior ao identificado, considerando o alto número de licenciaturas em matemática no Nordeste.

O que dizem licenciandos em matemática sobre contribuições do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) na formação docente?

Maria Luiza Souza Silvestre Barbosa

José Lucivaldo da Silva

Elisângela Fernanda Bezerra Vasconcelos

Lutero Correia

Cristiane de Arimatéa Rocha

Desde a idade moderna se discute sobre meios de ensino e aprendizagem em específico na área da matemática como materiais didáticos, jogos, aulas “diferentes”. Em meio a tantas possibilidades surge um lugar no qual os professores de matemática podem aproveitar de sua criatividade, o Laboratório de Ensino de Matemática (LEM). O presente trabalho tem como objetivo discutir sobre a opinião de alunos do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal de Pernambuco - Campus Agreste (UFPE-CAA) a respeito da importância do seu Laboratório de Ensino de Matemática, o Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE). Para tanto, foi preparado um questionário com perguntas abertas a respeito desse laboratório, buscando informações sobre contribuições na formação inicial, pontos positivos e negativos desse espaço, buscando a reflexão dos participantes sobre a temática. Participaram dessa pesquisa 30 licenciandos de diferentes períodos do curso. A concepção dos estudantes acerca do seu LEM é de um espaço de convivência e aprendizagem e que possui materiais didáticos que têm aplicação na sua prática docente, transformando o LEMAPE em um grande aliado na formação inicial de professores.

O laboratório de ensino de matemática e a formação docente: um estudo sobre a opinião dos estudantes de licenciatura em matemática do agreste de Pernambuco

Caio Bruno Gonçalves

Cristiane de Arimatéa Rocha

O contexto educacional brasileiro é definido por algumas dificuldades com relação ao ensino e a aprendizagem em disciplinas da Educação Básica. Tendo em vista que a Matemática não fica de fora desse contexto, nos deparamos com os variados modos que os professores podem utilizar para dirimir tais desafios. A partir de experiências vivenciadas ao longo de nossa formação defendemos que o Laboratório de Ensino em Matemática pode influenciar e auxiliar nesse trabalho. Esse texto surge com a ideia de analisar a opinião de futuros professores de Matemática sobre a relação entre o Laboratório e a formação docente. Para isso elaboramos questionários, aplicados a 39 licenciandos distribuídos em dois grupos: o primeiro constituído de estudantes dos quatro primeiros períodos do curso e o segundo dos estudantes dos últimos anos da graduação. Com base nas respostas dos questionários, constatamos diferentes opiniões: a primeira divergência, que se fundamenta na experiência; os estudantes dos quatro primeiros períodos do curso afirmam possuir menos contato com o LEM; com relação à importância atribuída ao laboratório a maioria dos participantes da pesquisa afirmou que auxilia na atividade de ensino na Educação Básica e no aprendizado da Graduação, o que sugere que pode haver fortes influências entre as atividades desenvolvidas no LEM e a formação do professor de Matemática. 

A monitoria no laboratório de ensino de matemática do agreste pernambucano (LEMAPE) e sua influência na formação docente: um relato de experiência

Thaize de Lima da Silva

Thaís Emanuela de Oliveira Verissimo

Jaíne Macêdo Ferreira

Débora Caroline Azevêdo de Andrade

Este trabalho surge a fim de apresentar as influências na formação inicial de quatro licenciandas a partir de atividades vivenciadas no LEMAPE. Sendo objetivo deste trabalho: relatar atividades que as licenciandas participaram e/ou desenvolveram durante os anos de monitoria. Dessas atividades, temos as visitas de algumas escolas ao espaço; formações sobre jogos matemáticos; e a produção e desenvolvimento de alguns jogos e oficinas. Nesta perspectiva, discutimos sobre a formação e o trabalho do professor de Matemática dentro do espaço do laboratório e como é pertinente o uso de diferentes recursos e metodologias para que se desenvolva um processo de ensino significativo e atrativo. Obtendo como resultado das vivências, contribuições para a formação inicial das licenciandas sobre a perspectiva de desenvolver um ensino significativo a partir dos conhecimentos adquiridos, principalmente sobre os jogos matemáticos.

Yoté: um tabuleiro repleto de estratégias, matemática e tradição africana

Mariana Moura Borges

Carlos Roberto da Silva Neto

José Ícaro Silva Neves

José Eric Alves de Oliveira

Cristiane de Arimatéa Rocha

Este artigo investiga o jogo africano Yoté como recurso didático no ensino de matemática, explorando sua construção, regras e conexões com a Etnomatemática. Desenvolvido no âmbito do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE), o estudo busca compreender como o jogo pode contribuir para o aprendizado matemático e a valorização da cultura afro-brasileira. A metodologia envolve pesquisa bibliográfica e análise prática do jogo, identificando estratégias e padrões matemáticos presentes nas jogadas. Os resultados indicam que o Yoté favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico, estimula a tomada de decisão e promove uma abordagem lúdica e inclusiva do ensino de matemática. Além disso, evidencia-se sua relevância para a aplicação da Lei 10.639/03, que trata da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira. O estudo conclui que jogos africanos como o Yoté podem enriquecer as práticas pedagógicas, proporcionando um aprendizado matemático significativo e culturalmente contextualizado.

Laboratórios de Ensino de Matemática na educação básica: perspectivas de estudantes de licenciatura em matemática do centro acadêmico do agreste

José Eric Alves de Oliveira

Mariana Moura Borges

João Teixeira De Paula Neto

Carlos Roberto da Silva Neto

Cristiane de Arimatéa Rocha

Este artigo surgiu a partir de inquietações despertadas na experiência dos monitores do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE). Dada a importância desses espaços na formação docente e na criação de ambientes de descoberta em matemática, investigamos a experiência de licenciaturas em Matemática com Laboratórios de Ensino de Matemática (LEM) na Educação Básica. Para isso, aplicamos um questionário no Google Forms, dividido em quatro categorias: informações dos participantes, acesso ao LEM, aspectos estruturais e experiências práticas. Participaram 120 licenciandos em Matemática. Os resultados indicam que a maioria não teve acesso ao LEM na Educação Básica, e, quando existiam, eram pouco utilizados e possuíam poucos equipamentos. Aqueles que os utilizaram relataram resultados positivos no aprendizado. O estudo reforça a relevância do LEM para o ensino de matemática e recomenda investimentos em infraestrutura para ampliar seu uso e eficácia

A monitoria no LEMAPE e sua influência na formação inicial de licenciados em matemática da UFPE - Campus Agreste

Rayanne Débora Silva Lima

Maria Luiza Souza Silvestre Barbosa

Jennyfer Francyelle Nascimento Nunes

Cristiane de Arimatéa Rocha

Este trabalho busca compreender o impacto da monitoria no Laboratório de Ensino em Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE) na formação inicial docente de licenciandos em Matemática do Campus do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco. O LEMAPE é um espaço que promove práticas pedagógicas e aprimora as práticas docentes. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou um questionário online para a coleta de dados e contou com a participação de 23 estudantes. O estudo analisou os impactos da experiência como monitores no LEMAPE para a formação inicial. Os resultados indicam que o LEMAPE influenciou explicitamente o desenvolvimento do ser professor e o aprimoramento das práticas pedagógicas dos monitores, o que favoreceu mudanças na visão sobre o ensino de Matemática e na conexão entre teoria e prática. Foram evidenciadas a influência nas escolhas acadêmicas. Como aspectos positivos foram destacados o fortalecimento de vínculos, o desenvolvimento de atividades colaborativas e aprendizagens coletivas. Como desafios, os relatos apontaram a necessidade de oferta de bolsas e maior frequência na oferta de formações. As sugestões dos monitores para o LEMAPE enfatizam a ampliação das suas ações dentro e fora da universidade. 

O Rumikub e o desenvolvimento do pensamento matemático: análise de esquemas sob a teoria dos campos conceituais

Lutero Bandeira Correia

Lidiane Pereira de Carvalho

João Teixeira De Paula Neto

Elisangela Fernanda bezerra Vasconcelos

Este artigo desenvolve-se a partir de estudos sobre jogos e sua utilização enquanto recurso didático no Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE). Tendo como objetivo analisar em situações extraídas do jogo Rummikub a possibilidade de esquemas e seus elementos à luz da Teoria dos Campos Conceituais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória e visa fornecer subsídios para o planejamento da prática docente. A pesquisa indica que o jogo tem grande diversidade de situações e possibilita a elaboração de diversos esquemas contemplando seus quatro elementos. Tendo potencial para ser utilizado como recurso didático para o desenvolvimento do Pensamento Matemático, em especial o raciocínio lógico e combinatório.

A Educação Matemática Crítica nas ações do LEMAPE: reflexões sobre uma intervenção didática no ensino fundamental

Elisson Bezerra Nascimento

Jonas Domingos Sales De Sousa

Jéssica Lima Avelino da Silva

Samara Caroline Montenegro Da Silva

Edson Carlos Sobral de Sousa

O presente artigo teve como objetivo analisar, à luz da Educação Matemática Crítica, como os cenários para investigação influenciam a aprendizagem de estudantes da educação básica, a partir de uma experiência proposta por monitores do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano (LEMAPE). Para tanto, o estudo foi ancorado nos pressupostos da Educação Matemática Crítica e do Laboratório de Ensino de Matemática. Os procedimentos metodológicos adotados foram adequados à abordagem qualitativa de natureza exploratória. Os participantes da pesquisa foram estudantes do sexto ano do ensino fundamental, submetidos a uma intervenção didática sobre o conceito de fração fundamentada nas ideias de investigação da Educação Matemática Crítica. Os dados foram produzidos mediante a aplicação de um questionário durante a atividade, e os resultados indicam que a intervenção foi enriquecedora ao engajar os estudantes no processo de investigação, promovendo uma aprendizagem significativa. Além disso, o estudo reitera o êxito das ações do LEMAPE em promover mecanismos didáticos distintos do ensino tradicional, que trazem ganhos para os estudantes da educação básica e para os monitores em processo formativo.

Estratégia, Matemática e lógica: experiências educacionais no projeto de pesquisa interinstitucional UFPE-UNB

Isaac Emmanuel da Silva

Elisangela Fernanda bezerra Vasconcelos

Josinalva Menezes

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Ensino de Matemática do Agreste Pernambucano – Professor Ricardo Oliveira (LEMAPE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Laboratório de Ensino de Matemática (LEMAT) da Universidade de Brasília (UnB), este estudo está estruturado em atividades práticas e discussões sobre as estratégias matemáticas subjacentes a diferentes jogos. Com base em atividades práticas e discussões colaborativas realizadas entre junho de 2023 e dezembro de 2024, o trabalho analisa estratégias de vitórias, conteúdos matemáticos e habilidades mentais mobilizadas durante as partidas. A fundamentação teórica baseia-se em abordagens que defendem o uso de jogos como ferramenta pedagógica no ensino de Matemática, estimulando o raciocínio lógico. A metodologia envolve a seleção dos jogos, a realização de reuniões quinzenais com participantes presenciais e remotos, além da elaboração de fichas descritivas dos jogos. Como resultados iniciais, o projeto propõe uma metodologia de ensino diferenciada, onde os jogos são utilizados para fomentar a aprendizagem de conceitos matemáticos e habilidades cognitivas. Os resultados sugerem que o uso de jogos pode enriquecer o ensino da Matemática, promovendo a autonomia e o desenvolvimento do pensamento lógico dos estudantes.

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